FUNCIONÁRIO DA FUNDAÇÃO HOSPITALAR MATA ATLÂNTICA É PRESO POR ATRASO EM PENSÃO ALIMENTÍCIA APÓS MESES SEM SALÁRIO
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A crise financeira enfrentada pela Fundação Hospitalar Mata Atlântica, responsável pela gestão do Hospital Dr. Oswaldo Valverde, em Camacã, ganhou mais um capítulo nesta semana. O funcionário Diego Silva Cardoso foi preso nesta quinta-feira por falta de pagamento de pensão alimentícia, situação que, segundo relatos de colegas, foi agravada pelos sucessivos atrasos salariais enfrentados pelos trabalhadores da instituição.
De acordo com informações obtidas junto a funcionários, a Fundação acumula atualmente dois meses de salários em atraso. Antes desse período mais recente, já haviam ocorrido outros meses com pagamentos fora do prazo e repasses parcelados. A sequência de atrasos desorganizou a vida financeira de diversos trabalhadores, que passaram a enfrentar dificuldades para cumprir compromissos básicos.
No caso da pensão alimentícia, a legislação brasileira prevê a possibilidade de prisão civil quando há atraso das três parcelas mais recentes ou de valores acumulados. A medida pode resultar em detenção de um a três meses, conforme decisão judicial, e a dívida continua existindo mesmo após o cumprimento da pena.
Colegas afirmam que a falta de regularidade nos pagamentos levou ao acúmulo de dívidas, uso de empréstimos bancários e inadimplência em despesas essenciais.
Diego Silva Cardoso não atuava como funcionário com carteira assinada na Fundação. Ele prestava serviço à instituição na condição de prestador, sem vínculo empregatício formal registrado em carteira, o que, segundo relatos de colegas, também contribuía para a instabilidade financeira diante dos atrasos nos repasses.
ARRENDAMENTO DA ESTRUTURA FÍSICA
Em meio à crise, documento publicado no blog O Verdadeiro mostra que a estrutura física da Fundação Hospitalar Mata Atlântica foi arrendada para outra empresa pelo valor de R$ 10 mil mensais. O contrato indica a transferência da utilização da estrutura hospitalar, o que levanta questionamentos sobre a gestão financeira da instituição e o impacto para os trabalhadores e para a população atendida.
A divulgação do documento reforça o debate sobre a situação administrativa da unidade e ocorre no momento em que funcionários relatam dificuldades financeiras decorrentes dos atrasos salariais.
DIREITO DE RESPOSTA
O espaço permanece aberto para que a Fundação Hospitalar Mata Atlântica se manifeste sobre os atrasos salariais, sobre a situação do funcionário citado e sobre o contrato de arrendamento da estrutura física.